Campanha “Cada garrafa tem uma história” da Coca-Cola
Quando vi esse comercial da Coca-Cola ponto me chamou a atenção: “os catadores de material reciclado estão andando sobre o aterro sanitário?”.
Fiz uma breve busca na internet e não encontrei nenhuma informação sobre as atividades da cooperativa no Aterro Sanitário do Jardim Gramacho. Existem algumas poucas informações sobre o tratamento do chorume e biogás (<http://comlurb.rio.rj.gov.br/serv_atgramacho.htm> – acesso em 28/10/2011 9:23 Horário de Brasília).
Bom, não acho ser uma boa ideia, pessoas circulando sobre um aterro sanitário. Além de ameaçar a saúde dos trabalhadoras pelas características do resíduo (principalmente por causa da coleta segregativa ineficiente que é realizada de modo geral no país, não havendo como garantir que em meio aos resíduos domésticos existam resíduos biologicamente e/ou quimicamente contaminados), há uma questão operacional do aterro.
Em um aterro sanitário, o resíduo deve ser disposto e compactado o mais rápido possível, por diversos motivos: para que a vida útil do aterro seja otimizada, para que o ar seja expulso da massa de resíduos e a decomposição da matéria orgânica ocorra de maneira anaeróbia, estabilidade da massa de lixo no aterro, etc.. Portanto, a circulação de pessoas no aterro seria inviável.
A priori, também pensei que essa campanha era mais uma das milhares de ações desenvolvidas por empresas que divulgam-se sustentáveis, mas o que na realidade, estão apenas cumprindo a legislação (no caso, a adequação à nova Política Nacional dos Resíduos Sólidos quanto a logística reversa). Mas pesquisando mais a fundo, vi que essa campanha é parte de um programa da Coca-Cola que realmente promove, também, o desenvolvimento social e econômico de uma comunidade.
Apesar de continuar focando na sustentabilidade fraca, o Programa Coletivo da Coca-Cola é uma ação louvável (<http://www.coletivococacola.com.br/index.html> – acesso em 28/10/2011 9:40). Se todos fizessem ações como essa, não tenho dúvidas que o mundo seria melhor.